terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Homossexualidade em outras espécies

A homossexualidade no reino animal, ainda que não remeta directamente à homossexualidade em seres humanos, referencia o comportamento sexual humano na medida em que os humanos não deixam de ser primatas, e assim compartilham uma série de comportamentos nalguma medida análogos aos de outros grandes primatas.

Isto é também um facto contra a expressão contra-natura utilizada para referenciar actos sexuais entre pessoas do mesmo sexo no passado, sendo menos usual hoje em dia.
Animais com comportamentos homossexuais

O comportamento homossexual foi observado em 1.500 espécies animais. Estamos a falar de tudo, desde mamíferos a caranguejos e vermes. Esse comportamento pode ser raro nalguns animais e apenas numa parte da vida, mas outros praticam-no durante toda a vida.
Entre estes está o chimpanzé-anão, o animal homossexual mais conhecido. A espécie, que partilha com o homem 99 por cento do seu património genético, é toda ela bissexual e usa o sexo para reduzir a agressividade e resolver conflitos.

Muito comum também é a homossexualidade entre golfinhos e baleias assassinas. Sendo efémera ligação entre machos e fêmeas nestas espécies, pode durar anos entre machos.

A fim de relatar o comportamento homossexual nos outros animais, o Museu de História Natural de Oslo, na Noruega, apresentou em 2006 a primeira exposição dedicada a "animais gays", que foi chamada de "Against Nature", exibindo cerca de 500 espécies que existem relatos de comportamento homossexual de um universo de 1.500 relatos, desde mamíferos e insectos até crustáceos. Nos pássaros australianos Galahs (Roseate Cockatoo), por exemplo, cerca de 44% dos pares são formados por indivíduos do mesmo sexo. Além desses, há registos bem mais antigos, como os de Aristóteles, que fez menção a hienas lésbicas.
Um estudo publicado pelo periódico "Trends in Ecology and Evolution" concluiu a importância do comportamento homossexual para a evolução de muitas espécies animais, como entre as fêmeas do albatroz-de-laysan (Phoebastria immutabilis), do Havaí, que se unem a outras fêmeas para criar os filhotes, especialmente na escassez de machos, tendo mais sucesso que as fêmeas solteiras.

O estudo conclui que a homossexualidade ajudou as espécies de diferentes maneiras ao longo da evolução.

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